E se existisse um clone da nossa melhor versão?
- Daniel Antunes

- 3 de dez. de 2019
- 2 min de leitura
Living With Yourself é a nova série de comédia disponível na Netflix que pode responder à pergunta colocada no título deste post, onde o protagonista Paul Rudd tem de viver consigo mesmo - ou seja, há duas versões da sua personagem.

Timothy Greenberg é o autor desta história em que Paul Rudd interpreta as duas personagens principais (uma é a personagem normal e a outra é o clone dessa personagem). Living with Yourself torna visível o que se passa dentro da mente de cada um de nós. Todos temos uma parte boa e uma menos boa. Imagine-se aquela típica imagem de um anjo e do diabo nos nossos ombros. A ideia da série resume-se nessa imagem.
Resumidamente, a personagem principal Miles atravessa um mau momento na sua vida. Além de uma relação desgastada pelo tempo e pelo facto de não estar a conseguir construir uma família, ainda enfrenta uma espécie de bloqueio criativo que afeta, não só o seu trabalho, como o livro que está a tentar escrever. Com isto, e através de um conselho de um colega de trabalho, Miles recorre a um spa privado que promete mudar a vida para melhor aos seus clientes, através da reconstrução do seu ADN. O que se pensava ser um procedimento básico, acabou por se tornar bastante complexo, devido ao facto de Miles, sem saber, deixar de ser um, para passar a ser dois.

A partir daqui a narrativa desenvolve-se na confrontação da personagem com o seu clone, e a grande premissa de Living With Yourself, como o título sugere, é que o Miles original tem de aprender a lidar com o Miles clone.
Quanto ao nível da qualidade da representação protagonizada pelo ator Paul Rudd, acho que esteve muito consistente pois apesar de ser o mesmo ator a interpretar as duas personagens, esquecemo-nos disso muitas vezes. O ator encarna na medida certa os pequenos detalhes de cada uma das personagens e foi peça-chave para que o objetivo da série passasse para o público de forma clara e percetível.

Embora seja uma série onde a comédia predomina, também existem alguns momentos de drama e algum suspense entre os episódios, para além das mensagens implícitas pelas quais nos conseguimos identificar, talvez pelo facto de já termos ou não passado pelo mesmo, o que na minha opinião acaba por dar ainda mais interesse à narrativa.
Resumindo, é uma boa série, que nos faz refletir, fazendo-nos perguntar se esta é a nossa melhor versão ou não, ou quem somos hoje e quem podemos ser amanhã? Para além dessa reflexão, a série também pode demonstrar as consequências dos avanços da ciência e da tecnologia na vida humana.
Até ao próximo post!
Trailer:



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