Ad Astra (2019)
- Daniel Antunes

- 13 de dez. de 2019
- 2 min de leitura
"Ad Astra", um filme de ficção cientifica que estreou dia 29 de Agosto de 2019, teve como protagonista Brad Pitt no papel de “Roy”, um astronauta anti-social e depressivo que tem a cargo uma missão confidencial; resgatar o seu pai (Clifford McBride protagonizado por Tommy Lee Jones), que se encontra desaparecido em missão, há trinta anos e sobre o qual recaem fortes suspeitas de ser o responsável pela emissão de mortíferos picos de energia que colocam em perigo o planeta terra.

“Ad Astra”, quando foi anunciado, foi mesmo comparado a outros grandes filmes do mesmo género, tais como o “Interstellar” ou o “Gravity” e, portanto, as expetativas eram altas. Como tal, depois da sua estreia, os críticos deram a sua opinião e todos foram unânimes; “Ad Astra” assentava numa narrativa sem rumo definido, deambulando pelos domínios do drama familiar e da ação espacial. Na minha opinião e depois de visualizar o filme, fiquei com a sensação que acaba por ser um filme longo demais, pelo facto da narrativa do mesmo não ter um desenvolvimento correto, pois na primeira hora, ainda continuava sem perceber de que género de filme se tratava, pois havia desde a exploração espacial, a cenas de ação ou o drama pessoal do astronauta “Roy”, sustentado pela voz-off que demonstrava aquilo que ele sentia, sendo essa mesma voz-off um sintoma da imperfeição do guião.
Outro ponto que achei bastante estranho no filme, foi sem contexto nenhum por detrás, uma tripulação de uma estação espacial ser dizimada por um conjunto de macacos, em pleno espaço!
Mas não fica por aqui, também é possível ver “Roy” a atravessar os anéis de Saturno, com apenas um mero pedaço de metal a protegê-lo.
Apesar destes aspetos negativos, “Ad Astra” destaca-se fortemente pelos belos efeitos visuais e pela enorme qualidade de imagem que apresenta, dando uma grande credibilidade, de que a narrativa se passa de facto no espaço. Este factor daria grande potencial ao filme e poderia ser talvez um dos melhores filmes de ficção científica, se aliasse a qualidade de imagem à consistência da narrativa.


O cordão umbilical
Um dos momentos mais marcantes do filme. Depois de “Roy” finalmente ter encontrado o pai, o mesmo que se encontrava conectado ao filho, por um cordão de segurança, desprende-se, como se se tratasse de um cordão umbilical. “Roy” de forma agoniante tenta salvar o pai que não queria ser salvo. A forma como se desconecta do pai, acaba por ser a metáfora ideal para o renascimento dele (Roy), que volta à Terra como um homem novo e renascido, pronto para encarar a vida como nunca o fez, sem a dor de uma lembrança difícil e com possibilidade de amar quem está com ele, da mesma forma como eles o amam.
Em suma, apesar dos pontos negativos, “Ad Astra” acaba por ser razoável, muito também por culpa da grande representação de Brad Pitt, mas que como já foi dito aqui anteriormente, teria bastante potencial para ser um filme muito melhor.
Até ao próximo post!
Trailer:



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